Porque o instante existe – parte 2 é a continuação do relato dos eventos que antecedem o ingresso do autor na Oficina Literária Paulo Caldas, no Recife, até a publicação da coletânea de contos com o nome que homenageia o poema de Cecília Meireles, em comemoração aos treze anos da referida oficina.
Porque o instante existe – parte 2
O primeiro afastamento da trilha de aprendizagem da escrita literária durou alguns anos, até que a chama interna que parecia apagada voltou a queimar, em plena pandemia. Foi aí que lembrei da Oficina Literária de Paulo Caldas, no final de 2021, da qual já ouvira falar. Telefonei para ele, apresentei-me:
— Paulo Caldas, gostaria de participar da sua oficina, tem lugar para mim?
— Venha!
— Tou chegando!
— Iá badá badúúúúúúúúú!
Senti-me em casa. Em fevereiro de 2022 lá estava eu acompanhando a leitura dos textos do grupo, comentando, aprendendo novas lições, apresentando os meus textos e recebendo sugestões, críticas e… apendendo cada vez mais, ritmo acelerado. No começo só tivemos reuniões online, devido à pandemia. Mas logo começaram as reuniões presenciais, uma vez ao mês, a partir de meados do ano.
Voltei a escrever e ler com regularidade, ainda mais do que antes. A chama crescia. Reuni uma boa quantidade de textos escritos e revisados na oficina, o que não me poupou de reescrevê-los a cada nova releitura – tarefa que ainda não acabou. Sei que chegará o momento em que precisarei libertá-los, ainda que longe do pico do Everest.

No final de abril Paulo perguntou se faríamos lançamento de coletânea em 2022. As mensagens no grupo de Whatsapp chisparam naquele 28 de abril e nos dias e meses seguintes. Agora tínhamos um propósito imediato.
Daí vieram as dúvidas:
— Quais as regras? E qual o prazo?
— Quantas páginas para cada um?
— Pode conto?
— E poemas?
— Qual será o tema?
Reunir textos para a temática escolhida até que não foi tão difícil, o desafio maior foi escolher um título para a coletânea. A lista não parava de crescer até que foi feita uma votação. Venceu “Porque o Instante Existe” – inspirado no poema de Cecília Meireles. Daí por diante cada escritor com a sua tarefa e Paulo Caldas com a missão de fazer tudo dar certo – um trabalho que quase não percebemos, até que cada obstáculo é superado e a publicação acontece.
Em 18/08/2022 uma mensagem no “Zap”:
— Coletânea no email de vcs.
Corri para ver. E lá estavam os nossos textos diagramados, para verificar se continham erros. Nada de acréscimos, só correções! Nova votação para definir a data de lançamento, pois o pretendido final de setembro está em cima das eleições. Talvez seja melhor fazer em novembro. Haja ansiedade.
Reli o meu texto pela milésima vez. Estou feliz com ele. Confirmei que não há erros a sanear. Já me sinto um adolescente, que pensa estar mais próximo da fase adulta da escrita. Sonhei estar quase lá, será? Tudo parece estar indo bem, bom demais para ser verdade.
(Relato de Porque o Instante existe – parte 2, continua na parte 3)
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